O Livreiro Chiquinho (A Palmatória)

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O Livreiro Chiquinho (A Palmatória)

O livreiro Chiquinho  (esta matéria foi feita em 2012)

O livro é uma tecnologia iniciada aproximadamente no século II a.C. O livro serve para o registro de escritos e imagens. O livreiro é uma atividade que surgiu em decorrência da existência do livro. Quem escreve o livro que o livreiro vende é o autor. Quem faz o livro que o autor escreveu é o editor. Já quem compra, ganha, pega emprestado ou consome a tecnologia do livro é o leitor. Então é assim o ciclo da sociabilidade do livro: autor, editor, livreiro e leitor. Não necessariamente nessa ordem, e isso é o que atormenta e confunde o livreiro Chiquinho, um dos últimos heróis dessa profissão. Chiquinho é o proprietário-livreiro da Livraria do Chico, que fica na Universidade de Brasília, em Brasília. Nem todo proprietário de livraria ou de livros é livreiro. Também nem todo mundo que lê é leitor. Pode-se escrever livro e não ser um autor, ou fazer um livro e não ser editor. Essa trama complicada é a vida do livreiro Chiquinho e suas elucubrações.

Mesmo envolto em tantas elucubrações o Chiquinho tem memória o suficiente para conhecer professores e alunos da Universidade de Brasília: ele sabe tudo sobre os interesses de estudos de seus clientes/leitores.  Segundo ele, o bom livreiro precisa conhecer os livros que vende. Isso demora muito, não é uma profissão que se aprende da noite para o dia. Se algum cliente pede um livro que ele não tem, ele vai atrás e consegue entregar o pedido. Quando o cliente volta para apanhar o livro pedido, o Chiquinho já tem uma resenha da obra pronta para ser apresentada ao leitor.

Uma elucubração que agora acomete os dias de Chiquinho é a invenção do tablet. Uma consultora pedagógica afirma que com os tablets o livro esta com os dias contados. Será mesmo? O que será da vida do livreiro com a chegada dessas tecnologias digitais de registro de palavras e imagens?  Chiquinho acredita que com ele não tem essa de fim do livro. Ele vai “morrer vendendo livro” e muitas pessoas irão morrer lendo coisas impressas. Têm leitores que gostam, ou se habituam ou preferem os livros de papel, com lombada, página, orelha, capa, autógrafo.

O livreiro Chiquinho, por exemplo, tem um monte de livros autografados. Autores importantes lhes dedica palavras em português, espanhol, francês…os garatujos dos autores, as palavras desenhadas de Cora Coralina ou os rabiscos de Baudrillard. Essa relação entre os autores e o livreiro atesta a importância dessa atividade. Mas isso é outra história de um outro encontro com o Chiquinho.

Manifesto d’A palmatória

Em 2012, perto do fim dos tempos chega ao mundo A palmatória. Esta que, durante muito tempo, serviu para corrigir, chamar a atenção e colocar a pessoa no prumo, volta mais renovada do que nunca. Agora é a vez da palmatória corrigir as ideias e os ideais. Dar voz aos silêncios calados no constrangimento, na mão roxa, em sangue. Em tempos de capitalismo, ambientalismo, visionismo, religiosismo e outros invencionismos eis que é preciso uma reflexão: parem os cavalos para alguém descer.

Como criação coletiva e renovada A palmatória apresenta suas receitas de socialização e sociabilidade. De educação e pós-educação dos indivíduos e grupos sociais. Para tanto, como se diz no argumento científico, queremos os fatos, os gestos, as reflexões e fenômenos do cotidiano, o comum. Assim lança-se mão de um objeto simples e objetivo: a palmatória. Sua forma anatômica, flexível lhe permite alcançar com rapidez e eficiência seus objetivos.

O objetivo número 1 d’ A palmatória é “todo poder à crítica dos costumes” para tudo o que existe e o que virá!!!

texto: Gilberto Barral revisão: Maíra Zenun

Mônica Nóbrega
Mônica Nóbrega
Comunicadora, redatora, radialista, palestrante motivacional.

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