OCUPAÇÃO URBANA

Promoçao Cinema: Flores do Oriente
maio 19, 2012
Dia feio?- Bom dia, dia
maio 21, 2012

OCUPAÇÃO URBANA

Atenção, ocupem seus lugares!

A vida em Brasília depende em muito da disposição da pessoa em enfrentar alguns vazios e aproveitar alguns caminhos para colocar a coisa pra andar, ocupar o espaço e o tempo.  A vizinhança, segundo a sociologia é um conceito que significa estar uns com os outros. Algumas pessoas têm a possibilidade de serem vizinhos urdidos pela trama da harmonia ou da desarmonia, ou um equilíbrio entre as duas coisas. Estas questões e outras da ordem urbanística preenchem as pautas dos movimentos de indivíduos e grupos sociais em interação na vida real. Na interação face a face, se eu pisco pra você e você me corresponde a gente cria vida, senão, já era, ao menos por enquanto!

Na rua e nos espaços onde se encontra um vizinho, se encontram dois. Mais do que dois irmãos dois vizinhos. Um é artista, trepa em postes de luz e em outros lugares. O outro fala!!! Uns varrem, outros colam adesivos, recitam poesias. Ocupam a cidade, mas ainda apenas uma pequena invasão. “Tudo bem, mas começou ontem, na beira do lago.” Antes de completar trezentos ou quinhentos anos vai estar lá longe. Mas se forem apenas uma ocupação ou outra de moda ninguém vive para trinta encontros desses, então é fazer agora!

Nem todo mundo vê tudo, alguns eventos somente acontecem entre os presentes: como no ensaio fotográfico, no making off, na pose da modelo. A moça vendedora estava nervosa! Ela estava no espaço para vender hot dog e bebidas, mas outras pessoas “impregnaram” em seu espaço.  Nesse caso é crime, eu acho. Qual seria a diferença entre invadir ou ocupar um lugar, uma cidade? Os brasilienses, presentes ou não presentes, conhecem bem a história dessa diferença entre “condomínio” e “invasão”. Vizinhos, irmãos, invasores, ocupantes diga-nos, nós devemos invadir sua praia!? Droga, Brasília não tem mar…então vamos pro ar….

Manifesto d’A palmatória

Em 2012, perto do fim dos tempos chega ao mundo A palmatória. Esta que, durante muito tempo, serviu para corrigir, chamar a atenção e colocar a pessoa no prumo, volta mais renovada do que nunca. Agora é a vez da palmatória corrigir as ideias e os ideais. Dar voz aos silêncios calados no constrangimento, na mão roxa, em sangue. Em tempos de capitalismo, ambientalismo, visionismo, religiosismo e outros invencionismos eis que é preciso uma reflexão: parem os cavalos para alguém descer.

Como criação coletiva e renovada A palmatória apresenta suas receitas de socialização e sociabilidade. De educação e pós-educação dos indivíduos e grupos sociais. Para tanto, como se diz no argumento científico, queremos os fatos, os gestos, as reflexões e fenômenos do cotidiano, o comum. Assim lança-se mão de um objeto simples e objetivo: a palmatória. Sua forma anatômica, flexível lhe permite alcançar com rapidez e eficiência seus objetivos.

O objetivo número 1 d’ A palmatória é “todo poder à crítica dos costumes” para tudo o que existe e o que virá!!!

texto: Gilberto Barral revisão: Maíra Zenun

Mônica Nóbrega
Mônica Nóbrega
Comunicadora, redatora, radialista, palestrante motivacional.

Comentários no Facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *