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Rebeldes da Cantina (A Palmatória – Episódio 3)

Rebeldes da cantina

 

Bruna e João Pedro são dois jovens estudantes do ensino médio. Não trabalham, por enquanto estudam e fazem outras coisas da vida. Com o dinheiro regrado, emprestado por seus pais, eles crescem, eles se viram para dar conta de fazerem a mesada chegar ao final do mês. No início do ano de 2012, quando voltavam das férias escolares, alguém quis mexer em suas economias. Um refrigerante que há pouco tempo custara 1 real, já estava em 3 reais. E agora vinha um novo aumento de preço! Foi a gota d’água. A cantina ia se ver com esses jovens e outros.

Imbuídos de uma filosofia qualquer, de uma energia de vida, de uma inquietação inquietante, os estudantes se organizam e saboreiam os ares da participação que liberta. Na frente da cantina da escola gritam palavras de ordem: “abaixa o preço, abaixa o preço!” A escola mesmo não se move. Como em um comunismo pós-capitalismo, a mão forte, ética, da escola deixa o movimento caminhar por si só: alunos consumidores de refrigerantes e salgados versus a política econômica cultural e gordurosa da cantina. Uma luta justa consumidores e capitalistas, sem a intervenção do “estado”. Uma quase pós-moderna forma de ação e interação.

Uma rádio corredor espalhou que as bases do movimento “rebeldia cantiniana” estavam dentro das salas de aulas, nas disciplinas filosofia e sociologia. Mas ambas, dizem alguns, não servem para nada. Mas elas podem servir para alguma coisa, dizem outros. Enquanto esse quiproquó era debatido entre professores e coordenadores, à mesa do refeitório, os alunos e alunas estavam lá, no pátio da escola, em frente a cantina gritando palavras de ordem: “abaixa o preço,  abaixa o preço!”

E não deu outra, a cantina isolada, refém de si mesma, negociou diante dos protestos. A “filosofia das marteladas”, o refrão pegajoso “abaixa o preço, abaixa o preço!”, caíra como um funk e a galera resolveu ir “até o chão”. Os estudantes quiseram incluir em suas rebeldias a reinvindicação por  uma mudança na qualidade dos lanches. Exigiram um novo cardápio, com mais qualidade e tudo. Uma utopia e seus limites…

Quando o dia a dia da escola amanheceu Bruna e João Pedro retomaram seus estudos para o vestibular; aguardam novas aventuras… Os professores, em suas coordenações matinais conversam, brincam, discutem, mas ainda não chegaram a grandes conclusões.  A vida segue seu ritmo, é de manhã, a educação esta em todo lugar, como uma filosofia qualquer, sem nome ou escola. We don’t need more education…

 

Manifesto d’A palmatória

Em 2012, perto do fim dos tempos chega ao mundo A palmatória. Esta que, durante muito tempo, serviu para corrigir, chamar a atenção e colocar a pessoa no prumo, volta mais renovada do que nunca. Agora é a vez da palmatória corrigir as ideias e os ideais. Dar voz aos silêncios calados no constrangimento, na mão roxa, em sangue. Em tempos de capitalismo, ambientalismo, visionismo, religiosismo e outros invencionismos eis que é preciso uma reflexão: parem os cavalos para alguém descer.

Como criação coletiva e renovada A palmatória apresenta suas receitas de socialização e sociabilidade. De educação e pós-educação dos indivíduos e grupos sociais. Para tanto, como se diz no argumento científico, queremos os fatos, os gestos, as reflexões e fenômenos do cotidiano, o comum. Assim lança-se mão de um objeto simples e objetivo: a palmatória. Sua forma anatômica, flexível lhe permite alcançar com rapidez e eficiência seus objetivos.

O objetivo número 1 d’ A palmatória é “todo poder à crítica dos costumes” para tudo o que existe e o que virá!!!

texto: Gilberto Barral revisão: Maíra Zenun

Mônica Nóbrega
Mônica Nóbrega
Comunicadora, redatora, radialista, palestrante motivacional.

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