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Troca-Troca (A Palmatória – Episódio 1)

A troca, o valor e o espírito das coisas

Trocar é umas das maiores experiências humanas. A humanidade talvez resulte do processo de trocar: bens materiais e imateriais. No ato de trocar uma coisa por outra, as pessoas estabelecem valores, pesos e medidas. Qual o valor de uma coisa na troca? Muitas coisas pequenas as vezes valem muito, e outras vezes coisas grandes não valem nada. O enorme filósofo e economista Karl Marx, alemão, resolveu assim a questão dos valores das coisas: valor de uso e valor de troca. Longe do campo da filosofia e da economia o que é muito interessante na troca são as interações sociais que ela proporciona. O encontro no lugar de trocar proporciona a vivência em comum, a sociabilidade, a educação para o encontro com o outro, ou a outra.

Em tempos modernos as coisas são trocadas por dinheiro, que é peso e medida para muitos valores. Mas parece bacana você sair de casa para ir a um lugar de trocas onde o valor dinheiro será momentaneamente abolido e você voltará a trocar, apenas, coisas por coisas.

É bom mostrar para as pessoas, desde cedo, o valor das coisas. Por exemplo, um chinelo velho e usado pode valor muito mais que um sapato novo e apertado, dependendo dos calos ou da caminhada. Diz a moderna economia financeira que é importante ensinar as crianças a lidarem com os valores. Coisas como organizar a mesada, a lista de compra de materiais escolares é uma oportunidade e uma receita de mostrar para os pequenos como é a vida da pessoa grande. Mas mesmo as pessoas grandes não sabem exatamente como funciona a vida financeira, dos negócios, dos bancos.

Em uma feira de trocar coisas por coisas, cada coisa possui seu valor. Uma pessoa troca um poema por uma caçarola. Outra um videocassete por um cartão de visita. É o espírito da coisa que vale nesse momento de interação, de pessoas e coisas se tocando e trocando seus espíritos. Mas será que há espíritos maus nas coisas? Coisas que nunca deveriam ser trocadas? Dizem que coisas paradas geram más energias, que essas devem circular para fazer fluir espíritos bons. Um passeio pelo mundo da troca e do escambo pode dar o que pensar a um ser humano.

 

 

Manifesto d’A palmatória

Em 2012, perto do fim dos tempos chega ao mundo A palmatória. Esta que, durante muito tempo, serviu para corrigir, chamar a atenção e colocar a pessoa no prumo, volta mais renovada do que nunca. Agora é a vez da palmatória corrigir as ideias e os ideais. Dar voz aos silêncios calados no constrangimento, na mão roxa, em sangue. Em tempos de capitalismo, ambientalismo, visionismo, religiosismo e outros invencionismos eis que é preciso uma reflexão: parem os cavalos para alguém descer.

Como criação coletiva e renovada A palmatória apresenta suas receitas de socialização e sociabilidade. De educação e pós-educação dos indivíduos e grupos sociais. Para tanto, como se diz no argumento científico, queremos os fatos, os gestos, as reflexões e fenômenos do cotidiano, o comum. Assim lança-se mão de um objeto simples e objetivo: a palmatória. Sua forma anatômica, flexível lhe permite alcançar com rapidez e eficiência seus objetivos.

O objetivo número 1 d’ A palmatória é “todo poder à crítica dos costumes” para tudo o que existe e o que virá!!!

Texto: Gilberto Barral revisão: Maíra Zenun

Mônica Nóbrega
Mônica Nóbrega
Comunicadora, redatora, radialista, palestrante motivacional.

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